Por Walter Filho

A transformação de um chefe autocrático em uma pessoa que valoriza e confia em sua equipe é a nova tendência mundial. Empresas de vanguarda já estão trabalhando para tornar seu ambiente de trabalho mais agradável para todos que a frequentam.

A má relação entre líderes e subordinados existe desde que um ser humano passou a mandar em outro. Alguns irão dizer que os fins justificam os meios e que não há como atingir resultados sem forçar sua equipe ao extremo. Porém a longo prazo este tipo de relacionamento é horrível tanto para o chefe e subordinado como para a empresa em si. O clima organizacional se torna péssimo e indicadores como o turnover e absenteísmo vão ao teto, o que pode afetar diretamente o lucro da empresa.

Em minha carreira profissional, percebi que a maioria dos líderes tem duas atitudes básicas: sacrificarem a si mesmos em busca de resultados para suas empresas e impor suas metas e objetivos aos subordinados. E isso em detrimento a viverem o presente plenamente, focando sempre um futuro, o qual nunca chega. E o pior, só irão perceber os erros cometidos, ao serem também desligados da empresa, quando já será tarde demais.

Via de regra, abrimos mão de nós mesmos, obcecados por esta “verdade” difundida de que felicidade é ser bem-sucedido, tanto profissional, quanto financeiramente.

Muitas vezes, talvez por ego, chefes se cercam de bajuladores, que são um verdadeiro câncer para a empresa. Aqueles que trabalham e satisfazem o chefe, somente na presença dele, maldizendo e fazendo de tudo para atravancar os processos, pelas costas.

A verdade é que há uma inversão completa de valores na citação acima. Pois coloca como um destino final, um objetivo, o qual trará a felicidade ambicionada um dia, enquanto, na realidade, o trajeto é o mais importante.

Temos um tempo limitado e desconhecido na Terra, chamado VIDA. Este tempo é exatamente a única coisa verdadeiramente nossa e que podemos decidir todos os dias o que faremos com ele.

Enfatizo que o caminho é mais importante que o destino, pois uma vez que temos um propósito de vida, aquela missão que sentimos que devemos cumprir, e alinhamos ela com nossas necessidades de sobrevivência, tudo passa a fluir.

E observei, que quando olhamos para o próximo, ajudando verdadeiramente em sua trajetória, o nosso retorno é muito mais efetivo.

Tudo que jogamos para o universo, recebemos de volta. O que se faz em vida, ecoa na eternidade. Mais cedo ou mais tarde, teremos o “troco”.

Tudo isso para chegar ao ponto de nosso título:  Liderança pela Confiança.

Exatamente assim que funciona: o que você busca, seu companheiro também busca. Quem não quer ter tempo para desfrutar da vida?

O que aprendi, e quero repassar, é a vida é o que se faz da vida!

Assim podemos dizer que trabalhando como descreveremos, obteremos cada vez mais pessoas envolvidas com o propósito das empresas, porém produzindo mais, não por imposição e medo, mas por acreditar e confiar.

O líder serve como um guia, que conduz os integrantes de uma equipe a realizar as tarefas do interesse da organização. Através de uma linguagem clara e próxima do interlocutor.

Desenvolve-se uma relação de confiança, estabelecendo-se uma hierarquia naturalmente, sem traumas.

É importante que se estabeleça uma comunicação simétrica, e que o líder tenha também autoconfiança e se conheça.

Corpo são, mente sã, quantos já não ouviram isto? E é verdade, Nuno Cobra, preparador físico de muitos campeões, não só nos esportes, mas no mundo dos negócios também, como Ayrton Senna e Abílio Diniz, diz exatamente: “que o nosso corpo funciona como um imenso teclado de computador, e que não é só o cérebro que manda ‘ordens’ para que os músculos entrem em ação, mas os músculos e o corpo como um todo, são capazes de reprogramar nosso cérebro”.

O caráter é formado através da convivência, e quanto mais previsível for o líder em suas atitudes, mais autoconfiança obterá em sua equipe, criando assim um ambiente onde todos desejem realizar as tarefas necessárias de interesse da empresa.

Quanto mais empatia um líder tiver com seus colaboradores, mais conseguirá conhecer e apropriar estas pessoas nas tarefas mais adequadas. Quantos não conhecem aquele chefe que está sempre certo? Que jamais erra? Ou mais, que sempre já tem alguém para apontar como culpado? Temos a tendência de querer que todos pensem e ajam como nós, isso é um complicador, facilmente sanado, colocando-se no lugar do outro.Esta ‘leitura’ do próximo é de extrema importância e deve ser exercitada a todo momento.Todos nós temos episódios marcantes em nossas vidas, via de regra, triste, que nos levam a agir de determinada maneira, sempre reativa.

Liberte-se do passado! Seja presente!

Desfrute cada segundo ao máximo.

 

Walter Filho é Proprietário do Centro de Treinamento Equestre Extrema (CTEE). Ele é especialista na Doma de Cavalos sem violência. Um método de liderar cavalos através da confiança mútua entre cavalo e ser humano.